A Igreja Matriz de Sant’Ana e São Joaquim é um dos principais marcos históricos e religiosos da cidade. Por volta do século XVIII começou a ser edificada pelos Frades Capuchinhos, durante o período colonial, quando a região ainda era marcada pelos engenhos de açúcar e pela forte influência da Igreja Católica na organização social.

A igreja foi erguida em estilo colonial, com características simples, mas imponentes, refletindo a arquitetura religiosa da época. Ao longo dos anos, passou por reformas, mas mantém sua importância como símbolo de fé e identidade cultural do povo mipibuense.

Além de seu valor religioso, a igreja também teve papel fundamental na formação da cidade, sendo um ponto de encontro da comunidade desde os primeiros tempos de ocupação.

‘’Segundo Olavo de Medeiros Filho, no ano de 1740, passou a funcionar a capela de Nossa Senhora Sant’Anna da Missão ou aldeia do Moppebu lá com características de uma Igreja), no lugar hoje correspondente à cidade de São José do Mipibu no Rio Grande do Norte. Essa capela construída pelos jesuítas durante a sua permanência entre os índios, era o lugar que, além de ministrar os sacramentos e a liturgia da religião católica, também servia para os padres ensinarem o catecismo às crianças caboclas e índias da aldeia.’’ (pag. 164) AMARAL, Maria Lúcia. 2020. NO RASTRO DOS MOPPEBUS.

‘’O interior da Matriz igualmente modificado abriga um valioso acervo iconográfico de nove imagens, em sua maioria do século XVIII. Todas elas são tombadas pelo INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN) e são elas:

É uma imagem de ROCA, isto é, a parte inferior do corpo formada por uma armação de madeira. Esta imagem apresenta uma peculiaridade: Possui cabelos naturais doados pela então criança WALDIR VILLAR, irmão de Dom Alair Villar. São os próprios cabelos do senhor Waldir cortados na época em que era menino…

A Matriz possui também outras belas peças de Cantaria, como:

LAVABO: Tombado pelo IPHAN – (INSTITUTO PATRIMÔNIO HISTÓRICO ARTÍSTICO NACIONAL). Obra portuguesa da segunda metade do século XVIII, que apresenta em sua parte central, uma carranca com torneira, encimada pelas armas da Ordem Franciscana.

As outras peças são a BACIA BATISMAL e a PIA DE ÁGUA BENTA.’’ (pag. 166 até 169) AMARAL, Maria Lúcia. 2020. NO RASTRO DOS MOPPEBUS.

A Festa dos Padroeiros Sant’Ana e São Joaquim, realizada no município de São José de Mipibu, Rio Grande do Norte, constitui uma das mais antigas e significativas manifestações de fé, cultura e identidade do povo mipibuense. Celebrada anualmente entre os dias 16 e 26 de julho, a festividade reúne gerações de fiéis, visitantes e moradores em torno de uma programação religiosa e cultural que inclui novenas, missas, procissões, quermesses, apresentações culturais e momentos de confraternização comunitária. Ao longo dos anos, a festa consolidou-se como um importante símbolo da tradição católica e do patrimônio histórico do município.

Ligada à história da Paróquia de Sant’Ana e São Joaquim, fundada em 22 de fevereiro de 1762, a celebração acompanha o desenvolvimento histórico da cidade, sendo parte essencial da memória coletiva, da religiosidade popular e das raízes culturais de São José de Mipibu.  Esse reconhecimento reforça o valor da festividade como bem cultural vivo, transmitido entre gerações e preservado como expressão legítima da identidade do povo mipibuense.

Mais do que um evento religioso, a Festa dos Padroeiros representa a união entre fé, tradição e turismo cultural, fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade e contribuindo para a valorização do patrimônio histórico e turístico do município.

Curiosidades:

Referências

AMARAL, Maria Lúcia. No rastro dos Moppebus. DIOCESE DE Natal. Paróquias e história da Igreja Católica no RN. Disponível em: https://arquidiocesedenatal.org.br. Acesso em: 14 abr. 2026.